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“ A alma humana não quer ser aconselhada , consertada ou salva. Ela simplesmente quer ser testemunhada, ser vista, ouvida e acompanhada exatamente como é.”

 

Conheça a Comunidade

Somos uma comunidade de Doulas unidas para acolher, orientar e formar pessoas capacitadas para levar compaixão, escuta ativa, amor e empoderamento para o fim da Vida.

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Missão, Visão & Valores

Conheça a Missão, a Visão e os Valores que regem as Doulas do Fim da Vida.

Campo de trigo

Formação

Criamos uma base sólida com pessoas experientes na sua área de atuação, como podes verificar através dos resumos curriculares.

Golden Gate Park

Encontre uma Doula

Encontre a doula certa para o/a acompanhar nesta jornada.

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Como a Doula pode te ajudar?

A doula do final da vida é alguém que conhece e compreende a fisiologia do processo do final da vida e morte (existem sinais e sintomas que acontecem nesta altura e outros que não devem acontecer.

"Que sejamos arte em movimento. Que a arte da vida nos expanda a visão e a consciência, e não nos congele no momento. Que consigamos entrar na arte da vida e ser a árvore, a flor, o pássaro, o vento, a nuvem, a pedra, o fogo, a pessoa. Que consigamos integrar-nos na arte que somos e na arte que nos rodeia. Em tudo e em todos. "

- Ana Catarina -

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Nossa Equipa

“Somos irmãs de jornada, cantando todas como uma só

Lembrando os antigos caminhos, as mulheres e sua sabedoria,

Somos irmãs de jornada, cantando à luz do Sol.

Cantando na noite escura,

A cura começou, a cura começou.”

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Enfermeira com formação em cuidados paliativos, doula, facilitadora e organizadora do curso de Doula do Fim da Vida.

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Vice-presidente da AMARA e Psicopedagoga

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Psicóloga Clínica e Doutora

em Saúde Mental

Parceiros

Clique nas marcas abaixo para mais informações sobre nossos parceiros.

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Parcerias
Objetivo

 

Não sendo a Comunidade de Doulas do Fim da Vida constituída Associação, a criação destas parcerias, com Associações compatíveis com os seus princípios, permite fazer crescer a Comunidade de forma credível, sustentada e enraizada, e conseguindo cumprir os objetivos a que a Comunidade se propõe:

1- Promover a informação e a formação, transformando a forma como se vê a vida e a morte e contribuindo para que a doença, o sofrimento, o envelhecimento, a vulnerabilidade, a morte, e todos os processos de transformação, sejam encarados como parte do processo natural que é a vida.

2- Contribuir para a promoção do acompanhamento, das doulas, de pessoas em fim de vida e das suas famílias.

3- Desenvolver iniciativas que contribuam para a promoção, conservação e proteção do património natural, pela salvaguarda da biodiversidade e ecossistemas, em especial as florestas e espécies 

autóctones, fomentando transversalmente de forma ativa a cidadania participativa, a educação, a sustentabilidade, a responsabilidade social e ambiental.

4- Criar pontes entre a visão animista e os processos de transformação e ciclos naturais dos quais todos os seres humanos fazem parte.

Atividades

1- Para realização do seu fim a Comunidade propõe-se a criar e desenvolver as seguintes atividades:

 

a - Colaborar com entidades públicas e privadas que desenvolvam atividades de interesse público coincidentes com as da Comunidade;

b - Estabelecer parcerias com universidades, institutos, empresas e outros organismos, públicos ou privados, e com associações congéneres, nacionais e internacionais, destinadas a permitir a prossecução dos objetivos da Comunidade;

c - Promover e fomentar atividades de educação e formação para a cidadania participativa, sustentabilidade, responsabilização social e ambiental, formação sobre o final da vida e a promoção e desenvolvimento do trabalho das doulas do final da vida;

d - Difundir a importância da arte, das terapias, do desenvolvimento pessoal, da ecologia e da sustentabilidade na sociedade atual.

d- Organizar cursos, estágios, seminários, colóquios, congressos, conferências, encontros e exposições destinados a prosseguir e promover os objetivos da Comunidade;

e- Realizar ações interculturais que valorizem a cooperação internacional;

f- Elaborar publicações relacionadas com as atividades desenvolvidas pela Comunidade e organizar documentação e informação relacionada com tais atividades;

g- Promover o acompanhamento, por doulas, de pessoas que queiram viver uma vida mais plena, que quiserem falar, aprofundar e conectar-se com os seus ciclos da vida, lutos, processos de transição, rituais de passagem e viver uma vida mais consciente.

h- Promover o acompanhamento, por doulas, de pessoas com doença crónica, avançada e progressiva e suas famílias, seja no domicílio, nos hospitais ou outras instituições, antes, durante e após a sua passagem;

i - Promoção dos funerais mais sustentáveis

j- Promover a investigação cientifica e a edição de publicações e outros materiais lúdicos, culturais ou científicos;

k. Implementação de projetos compatíveis com os objetivos supra mencionados.

l. Angariar fundos públicos ou privados para a realização do seu objetivo.

Relatos
 

 

Queremos saber como foram as vossas experiências pessoais e/ou profissionais no acompanhamento de pessoas com doenças crónicas irreversíveis e acompanhamento em fim de vida.

Queremos ser amparo e escuta ativa para quem se sentiu e sente desamparado.

Recebemos muitos relatos pessoais de experiências difíceis, de muitas dificuldades em aceder a cuidados paliativos, a bons cuidados, de más práticas, que queremos recolher.

São relatos e dados preciosos para podermos transformar a forma como se vive o morrer em Portugal.

Precisamos da ajuda de todos.

Precisamos olhar e confrontar a realidade para a poder transformar.

Queremos ser amparo e escuta ativa para quem se sentiu e sente desamparado.

Como foi acompanhar um familiar e/ou amigo em casa ou no hospital?

Que dificuldades sentiram?

Como se sentiram?

Como é para um profissional de saúde trabalhar num hospital, onde não existem cuidados paliativos, ou existem, mas a resistência na sua prestação seja muita e não exista possibilidade de referenciação, por diferentes motivos?

Não perpetuemos o ciclo que ignora a dor do mundo. Todos podemos fazer a diferença. Reconheçamos a nossa dor. Reconheçamos a dor de quem amamos. Reconheçamos as nossas vitórias e histórias de sucesso também.

 

Os dados serão recolhidos e tratados de forma confidencial.

Podemos colocar alguns relatos no site mas respeitando sempre a confidencialidade dos dados das pessoas e instituições envolvidas.

 

Podem escrever para: ana.doulavidamorte@gmail.com

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Relato de um acompanhamento voluntário a uma pessoa sem abrigo, simbolizando que todos, sem exceção, podemos fazer a diferença no nosso dia a dia:

"Devido à Pandemia, nada podemos fazer; sentimo-nos impotentes!.... tentámos contactar a médica que o assistia, mas sem sucesso. Contudo, não baixamos os braços, contactamos o hospital via e-mail e telefonicamente, no sentido de saber o seu estado de saúde, mas como não eramos família, nada nos poderiam dizer!

Acabou por falecer em Março de 2021. Dez dias depois, ligámos ao hospital, o qual nos informou que ninguém tinha reclamado o corpo.

O conhecimento da minha amiga (nas Misericórdias) levou a que se soubesse o dia do funeral.  Realizou-se na presença de 2 (duas) Senhoras (Misericórdias), um Padre e duas Amigas (nós duas). A nossa presença simbolizou todas as pessoas que o ajudaram."

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Relato de uma enfermeira e neta:

"O que poderia ter sido diferente?

Sem dúvida que um aspeto óbvio seria a informação dada aos familiares pelo hospital. Não pode acontecer que numa situação de mau prognóstico e em que se privilegiam medidas de conforto, num idoso de 93 anos, incapaz de responder por si próprio, esta informação não seja dada à família. Nós temos o direito de saber. Sei que é muito difícil cuidar de entes queridos em fase final de vida e que por isso existam familiares que preferem não o fazer ou que não tenham condições para o fazer. Mas não nos retirem essa escolha não nos dando informação em tempo útil. Também gostaria que houvesse mais sensibilidade para tentar perceber o contexto da pessoa hospitalizada. O meu avô já há um bom tempo que não queria viver. E certamente não queria morrer no hospital. Quando consegui que me ouvissem já foi tarde demais. Também acho que seria importante mais formação e sensibilização na área dos cuidados paliativos para os profissionais da urgência. Bem sei que aqui o foco é salvar vidas. Mas e quando não é possível salvar, deixa-se morrer sozinho, de mãos atadas, num ambiente hostil (barulhento, desconfortável, impessoal)? Tenho noção que não é fácil dar alta da urgência para uma pessoa ir morrer a casa. Mas avalie-se essa possibilidade com seriedade. Também saber mais a nível de medicação e medidas de conforto para quem opta por cuidar em casa. Sei que a equipa dos paliativos tem essa competência. Mas quando os profissionais da urgência têm conhecimentos insuficientes sobre como fazer esta transição, resistem à ideia talvez porque podem pensar que a pessoa vai sofrer mais ou que as família não são capazes. Também decidir-se em equipa e não ficar apenas a decisão sobre os ombros do chefe da urgência. Para mim o maior sofrimento foi saber que o meu avô morreu sozinho numa maca da urgência e eu não consegui fazer nada por ele…

Gostava que outros avós tivessem oportunidades diferentes.

Gostava que mais famílias tivessem acesso à informação e sensibilização para este tema. Será que têm bem a noção do que significa morrer nestas circunstâncias?

Incomoda-me que como sociedade não consigamos fazer mais, melhor.

Acredito que temos o dever de lutar por melhores experiências de morte, por mais dignidade, mais humanidade na hora de morrer. Incomodemo-nos com isto, até porque, um dia podemos ser nós, sozinhos, de mãos atadas, a morrer numa daquelas macas…

Por isso partilho estas vivências tão pessoais e estou disposta a repeti-las as vezes que forem necessárias. Vamos falar mais sobre este assunto. É urgente falar sobre a forma como se morre!"

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Relato de uma enfermeira e neta:

"E às tantas só estávamos ali com a minha avó, a vê-la partir aos poucos, .... No meio daquela dor fomos capazes de relembrar histórias do passado, comer qualquer coisa e até rir por breves momentos. Fico com a esperança de que a minha avó nos pudesse ter ouvido e que isso de alguma forma lhe trouxesse algum conforto. Ao olhar a minha avó ao longo daquelas horas que antecederam a sua morte, voltei a pensar no paralelismo com o nascimento. Como é solitário o processo de nascimento, tanto para quem nasce como para a mulher que pare o seu filho. Como é uma experiência tão avassaladora, tão extraordinária quanto assustadora. Calculo que morrer também será algo assim. E também acredito que apesar de ser uma experiência solitária, faz toda a diferença estar num lugar seguro, familiar e junto de quem amamos. A minha avó morreu às 9 da noite de terça-feira, dia 16 de fevereiro de 2021, nos nossos (a)braços. Fomos chamar a sua irmã, que mora na casa ao lado, que com os seus 86 anos de vida sabia exatamente o que fazer. E fomos nós, as 4 mulheres da família que vestimos e cuidámos da minha avó. No dia seguinte veio o padre da sua paróquia e a minha avó foi velada pela família mais próxima na sua casa, na sua cama, tendo saído diretamente para o cemitério no dia seguinte. Eu sei que esta história já vai longa. Mas se a abreviar não é possível chegar ao significado de passar por esta experiência. O facto de ter vivido tudo, o difícil, o desconhecido, a incerteza, o ter tido sorte, ter as pessoas certas no meu caminho, a dor toda de ver a minha querida avó a partir. Foi difícil mas também foi uma benção. Não trocava por nada deste mundo. Amar-te-hei sempre avó e faria tudo outra vez."