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Algarve

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Francisca Aurélio

Falar de morte incomoda, estar a morrer ainda mais. Estar junto de um moribundo impensável. E assim vai o século XXI.

Mas quando bates de frente com ela, “a morte”, dos teus ou a proximidade da tua, pára o tempo, esse tempo ordinário, num lugar qualquer, com um ontem igual ao hoje e ao amanhã. Cheio de afazeres e vazio de conteúdo.

Rasgado de dor, buscas um sentido. Consegue ver a beleza da folha que cai, seca, ao chão, e renasce? Consegues sentir e confiar na tua intuição? Consegues estar e ficar?

O tempo passou a ser extraordinário. O lugar cheio de significado. Não interessa onde, nem quando. Honras esse corpo que se dilui e largas as vestes, muitas vezes pesadas. Podes fazê-lo já!... E vestir-te desse calor que vem de dentro, que te inflama a alma e alivia o andar. Só esse calor pode derreter os frios que há em ti.

Falar da morte e tratar da morte é dar significado a vida, tratá-la como templo sagrado. Doular é ajudar-te a transmutar o que te arrefece, quer sejam o medo, a dor, os apegos e os remorsos… e pode ser apenas uma oração, sem religião qualquer, um colo ou uma mão.

Podes encontrar-me em Portimão, tenho um novo espaço chamado “Doula-te”, onde eu própria me aqueço todos os dias daquilo que me traz prazer de viver! Muito em breve vamos fazer círculos para falar da Morte sem tabus. És muito bem vindo e claro, doula-te!